X Games Vai Global

A ESPN anunciou hoje que mais três cidades hospedarão os X Games em 2013. Barcelona, na Espanha; Munique, na Alemanha e Foz do Iguaçu, no Brasil, foram escolhidas como sedes dos X Games nos próximos três anos. As novas cidades foram escolhidas dentre um grupo de nove finalistas e hospedarão competições de verão até 2015. Elas se juntarão às cidades que hospedam os X Games atualmente: Aspen, no Colorado, Tignes, na França, e Los Angeles, criando um cronograma com seis eventos (quatro no verão e dois no inverno), que acontecerão de janeiro a agosto de 2013.

"Os esportes radicais são uma coleção de atividades que possuem fãs em todos os cantos do mundo", afirmou Scott Guglielmino, vice-presidente sênior de programação e dos X Games da ESPN. "Na realidade, o que fizemos foi criar um grande palco para os atletas de esportes radicais e estamos transformando a competição em um evento global. Estamos fornecendo uma plataforma ainda maior para que eles possam participar, competir e se aprimorar."

O esperado anúncio aumenta a presença dos X Games na América Latina, que possui uma das culturas de esportes radicais mais fortes do mundo, e permite que a ESPN tenha três eventos X Games na Europa, outra região onde os esportes radicais são muito populares.

"Boa parte da nossa decisão foi baseada na cultura dos esportes radicais e em sua popularidade", destacou Guglielmino, acrescentando que cada cidade defendeu sua cultura com argumentos fundamentados em como os X Games seriam realizados. As novas cidades também apresentarão esportes e elementos culturais locais. A ESPN já organizou eventos e demonstrações de esportes radicais de menor porte em diversos países, incluindo o Brasil, mas a nova direção significa uma atualização da marca X Games, afirmou Guglielmino. Além de a ESPN estar adicionando novas cidades, os próximos X Games também terão elementos de música, moda e cinema. "Chamamos isso de uma transformação de uma marca de competição de esportes radicais em uma marca de esportes radicais como estilo de vida com relevância para a juventude contemporânea de todo o mundo", destacou Guglielmino.

Duas das novas cidades -- Munique e Barcelona -- já sediaram os Jogos Olímpicos (em 1972 e 1992, respectivamente) e Foz do Iguaçu é considerada uma das áreas metropolitanas mais bonitas da América do Sul. Guglielmino destacou a capacidade de cada cidade adicionar suas características únicas à marca X Games.

No caso de Barcelona, ele disse: "É uma cidade internacional e sua paixão pelos esportes radicais é inquestionável. Acho que a paisagem irá tornar o evento espetacular -- as competições serão realizadas na parte baixa da cidade, perto da praia."

Sobre Munique, ele destacou: "O comitê organizador apresentou uma visão muito clara dos X Games no parque olímpico e acredito que a realização do evento nesse local irá atrair um grande público."

Embora seja menos conhecida entre os fãs do esporte do que as duas outras sedes europeias, Foz do Iguaçu é famosa por sua natureza esplendorosa e por sua vibrante comunidade de atletas de esportes radicais. Localizada na fronteira do Brasil com a Argentina e cercada por um parque nacional com cataratas de centenas de metros de altura e largura, Foz foi escolhida em detrimento de outras duas cidades brasileiras finalistas: São Paulo e Rio de Janeiro.

"Foz do Iguaçu tem uma paisagem que tornará o evento único em comparação com as outras cinco sedes de eventos dos X Games", destacou Guglielmino.

A possibilidade de os X Games serem realizados no Brasil deixou os atletas profissionais brasileiros em polvorosa. "As pessoas que nunca estiveram na cidade ficarão surpresas. A galera é incrível", afirmou o famoso skatista brasileiro Pedro Barros, que ganhou a medalha de ouro nos X Games, no Skateboard Park, em 2010, e a medalha de prata, em 2011.

Barros também acredita que a expansão dos X Games ajudará os esportes radicais a se popularizarem mais rapidamente, além de nivelar a concorrência. "Isso torna o evento mais democrático, pois permite que atletas de outros países tenham a oportunidade de competir em seu próprio país", acrescentou. "Este pode ser o início de uma nova era na história dos esportes radicais."

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